quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O ORGULHO PAGÃO

Um sentimento percorre todo meu corpo, como um dragão voando nesse carcere de carne. Tal como um dragão, seu fogo queima com toda a força querendo se libertar. Meu orgulho pagão já não cabe dentro do meu inchado corpo. Meu orgulho pagão quer gritar com a força e a voz de meus antepassados. Minha linhagem urra cobrando atitudes perante as constantes crises que o cotidiano nos impõe. Meus antepassados reclamam sua ira. Nossa ira não é contra um grupo específico, marcado por suas (às vezes sem chances de) escolhas. Nossa ira deve ser contra tudo aquilo que nos bloqueia, tudo aquilo que nos condiciona.

Temos em nosso sangue todas as vozes de nossos antepassados, conhecidos ou não, gritando pela honra de seu nome e seu sangue. O nome, o sangue e a honra que conhecemos devemos preservar para nossas gerações. Os que não conhecemos devemos tomar o cuidado de não manchar o Orlog que iremos deixar aos nossos filhos. Herdado ou compartilhado, a honra do nome deve ser a mesma. 

Mas por força do dia-a-dia, insistimos em aprisionar nossos instintos. Quer seja pelo trabalho que nos obriga a portarmos decentemente, quer seja pela familia que nos obriga a aceitar esse trabalho para podermos dar um bom futuro à nossa linhagem, quer seja pelos afazeres dessas selvas de concreto que nos aprisionam tal qual aprisionamos nossos instintos, transformando assim tudo isso num eterno circulo vicioso.

-Mas Rus, você está me dizendo que devemos sair por aí batendo, matando e resolvendo tudo institivamente?
Não, meu amigo. Não tire suas conclusões precipitadas. 
Sabemos e temos por base não aceitar tudo como "vontade de deus algum", não. Nós fazemos o nosso destino.
Portanto o que eu digo é que você honre sim seus antepassados, escreva seu nome na história sendo uma pessoa, acima de tudo, correta. Não aceite que desvalorizem sua crença, assim como não desvalorize a crença dos outros. 

Afinal, vivemos ou não para seguir a CORAGEM, VERDADE, HONRA, FIDELIDADE, DISCIPLINA, HOSPITALIDADE, LABOROSIDADE, INDEPENDENCIA e PERSEVERANÇA?

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Meu Querido Sabbath: Siegfried, o Prodígio Viking.

Postagem do Blog de tirinhas do meu amigo Ernst Eskelsen!
Pra descontrair!

Meu Querido Sabbath: Siegfried, o Prodígio Viking.: Se você conhece a história de Siegfried, ou Sigür, você vai entender.  Para todos os eventos, leia aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sieg...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012



Este não é um texto em que se faz um balanço dos fatos ocorridos durante o ano, até porque isso deve ser feito unicamente com você mesmo.

Nem uma postagem em que se parece fodão em tudo o que conhece, pois de conhecimento sou ínfimo.

Apenas tendo em fatos que começo escrevendo isso ouvindo The Bolshoy - Sunday Morning e passando nesse momento pra The Cure - Maybe Someday, então estarei fortemente influenciado por uma introspecção.
Com essa musica, Robert Smith grita em nossos ouvidos a frase: "Não vou fazer isso de novo, eu não quero fingir", o que me fez pensar no que a gente faz e repete e continua fingindo que está tudo bem.  Logicamente, por motivos pessoais, me remeto aos nossos Deuses e nossos ensinamentos. Será que tudo se pode para vencer uma guerra? Será que nossos fins justificam os meios? O que faziam nossos antepassados para vencer uma guerra?
Penso – e posso estar completamente errado – que era muito mais digno viver guerreando na época pré-pólvora do que viver honestamente hoje em dia. Para ser honesto e poder ter um mínimo de vida hoje em dia, você deve ser uma pessoa na média da população, nem mais, nem menos, ou seja, Medíocre. E isso não quero.

Hoje, temos banalização de tudo, que se você não banaliza algo, você é o errado.
Hoje, temos banalização de sexo, de beleza, de pensamento, de ideologias... Gente banalizando seu próprio deus, vendendo-o de n¹²³³³³³³ milhões de maneiras possíveis, e o pior de tudo, gente comprando essa ideia.
Aí, você, pagão e gentílico honesto, que seguem as virtudes do Asatru, no meu caso, e respeita seus Deuses como um amigo e/ou pai, não como um senhor, ou como um cara vingador se a vontade dele não for aceita – até porque os nossos gostam de discutir ideias – você é taxado de insano, louco ou etc. Digo a você, amigo pagão, seja qual sua crença: Não baixe sua cabeça e defenda seu raciocínio e fé. Não seja como esses Vegans ou Cristãos, ou pior, Vegan-Cristãos, que dizem que estão absolutamente certos e todos os outros estão indo por um caminho que levará à perdição ou a morte sendo podre de dentro pra fora. Simplesmente dê um foda-se e seja feliz.

Foi como disse hoje a Ana Maria (sim, vi uma parte de seu programa): Você. Quer ter Razão ou ser Feliz?


Bora pensar.
 

 E Feliz dia de Reis!!!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Midsommar!



Ahhhh o Midsömmar!!!!! Tempos de sol, de plantarmos o que desejamos colher no Freyrfaxi.
Vamos! Brindemos à vida! Brindemos à alegria! Brindemos, pois nessa época saimos ao mar!

O solstício de verão é um tempo de abundância, de prazer e de fertilidade. É quando as noites são muito curtas e os dias muito longos. A natureza está no ápice de sua produtividade.
É o ponto de mudança das marés de poder do Ano Sagrado, quando finalmente acaba o Ano Crescente e começa o Ano Decrescente, até o solstício de inverno. O Sol que ficou forte desde a primavera, atinge toda a sua plenitude nesta data e partir dela decresce.

No Solstício de Verão, na exuberância das flores, do fogo, do sexo e da morte, as energias são liberadas, aproxima-se o momento de transformação, e o céu e a Terra se tocam por um momento. Assim, a vida continua.

Hail!
 Para ilustrar a nossa época,vamos à uma canção:

The Pursuiit Of Vikings (<--- Letra e Video)

The warming sun returns again
And melts away the snow
The sea is freed from icy chains
Winter is letting go

Standing on the ocean side
We can hear the waves
Calling us out with tide
To sail into our fate

Oden! Guide our ships
Our axes, spears and swords
Guide us through storms that whip
And in brutal war

Our ships await us by the shore
Time has come to leave
Our country, family and homes
For riches in the east

Some of us won't return
But that won't bring us down
Our fate is written in the web
Woven by the Norns

A ram is sacrificed
Across the longship's bow
And as we set our sails
A strong breeze starts to blow

It carries us out to sea
With hope of fame and pride
And glorious all will be
That with sword in hand will die

Oden! Guide our ships
Our Axes, spears and swords
Guide us through storms that whip
And in brutal war

Oden! Guide our ships
Our axes, spears and swords
Guide us through storms that whip
And in brutal war

A Busca Dos Vikings

O sol quente retorna novamente,
E derrete a neve
O mar é livrado das correntes geladas
O inverno esta indo

Em pé junto ao oceano
Podemos ouvir as ondas
Chamando-nos para fora com a maré
Para navegarmos em nosso destino

Odin! Guie nossos navios
Nossos machados, lanças e espadas
Nos guie por tempestades que chicoteiam
E na guerra brutal

Nossos navios nos esperam no porto
Chegou a hora de deixar
Nosso país, família e casas
Pelas riquezas no leste

Alguns de nós não retornarão
Mas isso não vai nos desanimar
O nosso destino está escrito nas teias
Tecidas pelas Norns

Um carneiro é sacrificado
Na proa do do longo navio,
E enquanto ajustamos nossas velas
Uma forte brisa começa a soprar

Ela transporta-nos para o mar
Com esperança de fama e orgulho
E gloriosos todos serão
Aqueles que com a espada na mão morrerem

Odin! Guie nossos navios
Nossos machados, lanças e espadas
Nos guie por tempestades que chicoteiam,
E em guerra brutal

Odin! Guie nossos navios
Nossos machados, lanças e espadas
Nos guie por tempestades que chicoteiam
E em guerra brutal

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Ode à um homem sem vida




Enquanto ele luta, muitos palpitam
Enquanto ele vence seus medos
Muitos dizem que ele fez errado

Enquanto ele se mantém de pé
Muitos riem da sua situação
Muitos desses até sabem como é estar ali.

Enquanto ele grita, ninguém ouve
Enquanto ele chora embaixo do elmo
Muitos o chacotam e o chamam de tolo

Enquanto ele se esforça inutilmente
O que ele protegia é invadido
E agora sua luta não faz mais sentido.

Enquanto ele sangra, todos se desesperam
Enquanto ele deixa as palavras escaparem
Todos correm para ouvir os dizeres do “herói”

Mas por ter agido dessa forma
Por morrer na sua batalha impossível
Odin guarda em sua mesa seu lugar

Porque não existe luta inútil
Inútil é viver sem lutar
Por qualquer coisa que se acha justo.

domingo, 17 de julho de 2011

Aaaahhhhh, a cicatriz............

Certa vez contei uma história mais ou menos assim: Sabe qdo vc faz um corte profundo na pele, como o que tive no braço qdo criança?
Entao, ele doeu, na hora q tomei o corte num sabia o que fazer, até minha mãe cuidae de mim, fazer curativo e me dar amor.
O corte doia muito, claro, pq foi muito profundo. Doía ainda mais qdo alguem vinha cutucar.
Me acostumei com a dor, fiquei com raiva do maldito arame do alambrado, até que um dia esse corte cicatrizou. Sabe o que eu sinto no lugar onde está a cicatriz? NADA!

Sim, vc vai dizer que não precisava passar por isso, era só olhar o arame e tomar cuidado, mas aconteceu, o que se há de fazer? Mas se acontece é pra gente aprender! E hoje aprendi que não adianta ter respeito apenas por minha parte com o arame, se o arame está ali pra me machucar.....

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Thor's Day

Hoje é quinta, dia do Pai! Grande Thor!

Vamos deixar o sentimentalismo de lado e falar de coisas boas.

Como o tempo foi curto, postarei uma prece de invocação à papai, transcrita de um vídeo do Youtube, que juro que colocarei os créditos qdo encontrá-lo.

Usem-na com moderação.


Hails Inun Raudathor
Miklas fjanda hvitkrists thurses!

Oh, viajante de Jotubheim
Terrivel e poderoso em tua ira,
Te invocamos desde Thrudsheim!
Mestre do Destruidor (Mjolnir)!
Tu que vingas ao injustiçado,
Tu tens a Thrim castigado!
Hail Unsaráin Guda Donnar!
Grande Deus Vermelho Asathor,
do Mjolnir és o Portador!
Mjolnir é tua arma!
E naquela dos fios dourados,
Teu coração secreto é glorificado,
Estes são os tempos do Lobo!
O inimigo a verdade ocultou,
Então ouve, pois a hora chegou!
A Terra, tua mãe, agoniza!
Suas veias, face e entranhas,
ressequidas em estranhas chamas!
Devemos nos calar perante Jord?
Sei que não, ao ouvir teu coração
Sei que não, ao ouvir Teu Trovão!
Hail, Miklas Ansus Wotan Sunnus!
Hail Harjia Guda us Thihwo!
Maists ist theins hairto staurmjan!
Nesta hora a tí ofereço meu Blot!
Ergo minha altivez a tí Thunnar
Uno minha alma em teu trovejar!
Ensina-nos sobre o Clã!
Pois sobre Alvis pousou em dor
Imenso o peso do Wyrd em ardor!
Houve-nos, oh Asathor!              
Em thrudsheim uma estátua está,
como um alerta sobre o Clã ficará!
Hail Meina Siwala-Ahma-Stoma!
Oh, Staurmjan Ansus, te saúdo!
O teu Mjolnir é meu escudo!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Um começo pelo fim


Certo, esta é a primeira postagem...

Como começar se vc está no fim?
Como pegar um rumo se seu mundo ficou de cabeça pra baixo?
Como seguir adiante se falta a gasolina para funcionamento do motor?
E, se colocamos a gasolina de qualidade, como girar uma engrenagem emperrada?
Como girar a roda do tempo se as ações não saem de seu corpo?
Como agir se tudo o que você consegue é olhar para o nada?

Este não é um choramingo, é um desabafo!

Passamos tempo de mais dedicando-nos aos nossos ideais que nem percebemos que os grandes planos nunca, ou nem sempre, chegam a ser realizados.
Passamos a vida toda esperando quando na realidade a vida não tem razão. A vida vem do Caos. Nada é planejado.
A vida não é pra ser planejada, é pra ser vivida. De uma maneira ou de outra, seus planos nunca serão concretizados. Não em sua totalidade. Cabe a você entender essa realidade. Cabe a você aceitar essa premissa.

Ainda não estou pronto, é verdade, você tem razão.

Mas a batalha, que nós pagãos tanto falamos, hoje está aí. Infelizmente hoje não podemos empunhar machados e espadas e correr atrás do seu próprio Valhalla ou salões de seus patronos. Hoje, a batalha é para aceitar e para você dar a volta por cima dos golpes que a vida, caótica como uma guerra, lhe dá.
Golpes duros, tal como na guerra, se não lhe matam, lhe deixam cicatrizes de aprendizados. A repetição em manejar as armas que você tem, calejam suas mãos e evitam que a dor seja insuportável ao deferir um golpe.

Como diz meu grande amigo Remy ( http://entreosventosdonorte.blogspot.com/ ): mesmo na guerra sempre é tempo de treinar!

Heilsa aos Senhores do Norte!
Heilsa aos Deuses!
Heilsa aos amigos que lhe ajudam a levantar após um golpe duro e dolorido!

Possam os Deuses da Guerra me treinar.
Possam as Senhoras do destino permitir um futuro melhor.
Possam as Senhoras da Compaixão me confortarem!