Um sentimento percorre todo meu corpo, como um dragão voando nesse carcere de carne. Tal como um dragão, seu fogo queima com toda a força querendo se libertar. Meu orgulho pagão já não cabe dentro do meu inchado corpo. Meu orgulho pagão quer gritar com a força e a voz de meus antepassados. Minha linhagem urra cobrando atitudes perante as constantes crises que o cotidiano nos impõe. Meus antepassados reclamam sua ira. Nossa ira não é contra um grupo específico, marcado por suas (às vezes sem chances de) escolhas. Nossa ira deve ser contra tudo aquilo que nos bloqueia, tudo aquilo que nos condiciona.
Temos em nosso sangue todas as vozes de nossos antepassados, conhecidos ou não, gritando pela honra de seu nome e seu sangue. O nome, o sangue e a honra que conhecemos devemos preservar para nossas gerações. Os que não conhecemos devemos tomar o cuidado de não manchar o Orlog que iremos deixar aos nossos filhos. Herdado ou compartilhado, a honra do nome deve ser a mesma.
Mas por força do dia-a-dia, insistimos em aprisionar nossos instintos. Quer seja pelo trabalho que nos obriga a portarmos decentemente, quer seja pela familia que nos obriga a aceitar esse trabalho para podermos dar um bom futuro à nossa linhagem, quer seja pelos afazeres dessas selvas de concreto que nos aprisionam tal qual aprisionamos nossos instintos, transformando assim tudo isso num eterno circulo vicioso.
-Mas Rus, você está me dizendo que devemos sair por aí batendo, matando e resolvendo tudo institivamente?
Não, meu amigo. Não tire suas conclusões precipitadas.
Sabemos e temos por base não aceitar tudo como "vontade de deus algum", não. Nós fazemos o nosso destino.
Portanto o que eu digo é que você honre sim seus antepassados, escreva seu nome na história sendo uma pessoa, acima de tudo, correta. Não aceite que desvalorizem sua crença, assim como não desvalorize a crença dos outros.
Afinal, vivemos ou não para seguir a CORAGEM, VERDADE, HONRA, FIDELIDADE, DISCIPLINA, HOSPITALIDADE, LABOROSIDADE, INDEPENDENCIA e PERSEVERANÇA?
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